Dica de Livros
O Descortinar do drama da redenção
W G. Scroggie
 

 

Com Cristo na Escola de Oração
Andrew Murray
 

 

O Ministério 
do Espírito 
A. J. Gordon
 

 

O Dia das Pequenas Coisas

No sétimo mês, ao Vigésimo-primeiro dia do mês, veio a palavra do Senhor por intermédio do profeta Ageu, dizendo: Fala, agora, a Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, e ao restante do povo, dizendo: Quem restou dentre vós que tenha contemplado esta casa na sua primeira glória? E como a vedes agora? Não é ela como nada aos vossos olhos? Ora, pois, sê forte, Zorobabel, diz o Senhor, e sê forte, Josué, filho de Jozadaque, sumo sacerdote, e tu, todo o povo da terra, sê forte, diz o Senhor, e trabalhai, porque eu sou convosco, diz o Senhor dos Exércitos. A palavra da aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito, e o meu Espírito permanecem entre vós; não temais. Pois assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda uma vez, dentro em pouco, farei abalar o céu, a terra, o mar e a terra seca; farei abalar todas as nações, e o desejo de todas as nações virá, e encherei de glória esta casa, diz o Senhor dos Exércitos. Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos. A última glória desta casa será maior do que a primeira, diz o Senhor dos Exércitos; e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos. (Ageu 2:1-9; Darby )


E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: As mãos de Zorobabel lançaram os fundamentos desta casa e elas mesmas a terminarão, e vós sabereis que o Senhor dos Exércitos é quem me enviou a vós outros. Pois quem desprezou o dia das pequenas coisas? Sim, estes regozijarão - estes sete mesmos - e verão o prumo na mão de Zorobabel: estes são os olhos do Senhor, que percorrem toda a terra. (Zacarias 4:8-10; Darby)

 

Tenho certeza de que vocês lembram da história de como os filhos de Israel foram levados para o cativeiro, na Babilônia, por terem se rebelado contra Deus, e de como eles permaneceram lá por setenta anos. Então, pela soberana misericórdia de Deus, lhes foi permitido retornar da terra do cativeiro até Jerusalém para reconstruir a casa de Deus (o templo). Contudo, também precisamos lembrar que não foi por causa de sua condição espiritual que os filhos de Israel receberam permissão para retornar a Jerusalém. Eles não haviam mudado muito. O motivo foi a soberana misericórdia de Deus. Deus moveu o coração do Rei Ciro, da Pérsia, para que ele promulgasse o decreto dizendo que todo aquele que quisesse retornar à Jerusalém poderia fazê-lo.



                         Aqueles que vivem para Deus precisam retornar

 

Nós poderíamos pensar que provavelmente todo o povo de Israel que estava no cativeiro iria levantar-se e retornar. Infelizmente, não foi isso que aconteceu, e este fato revela a condição espiritual do povo. Após setenta anos na Babilônia, a maioria deles estava enraizada na terra do cativeiro. Durante esses setenta anos, eles haviam construído suas próprias casas e estabelecido seus próprios negócios. O povo no cativeiro havia recebido muita liberdade religiosa, ainda que não houvesse templo, uma vez que o templo de Jerusalém havia sido destruído. Entretanto, foi permitido aos judeus adorar a Deus; não no templo, mas, nas sinagogas. Passados setenta anos, haviam muitas sinagogas na terra do cativeiro.


Mesmo após o juízo de Deus, a maioria do povo judeu vivia para si mesmo. Se você viver para você mesmo, então você ficará satisfeito mesmo vivendo na terra do cativeiro. Afinal de contas, suas propriedades e seus negócios estão lá. Você consegue obter até mesmo um certo grau de liberdade religiosa. Em outras palavras, sua consciência é apaziguada e subornada porque você ainda pode adorar a Deus, embora permaneça na terra do cativeiro.


Portanto, a maioria do povo estava satisfeito em continuar vivendo na terra do cativeiro. Ainda que eles tivessem recebido permissão para retornar, eles nem consideraram retornar porque naquela época Jerusalém estava em ruínas. Não havia nada lá. A cidade estava cercada por inimigos. Por que você arrancaria suas raízes para retornar a uma terra que não tinha nada? Portanto, a maioria do povo vivia para si mesmo. Ainda que eles fossem o povo judeu - o povo escolhido de Deus - eles contudo viviam para si próprios.


Entretanto, se você vive para Deus, você não pode permanecer na terra do cativeiro. Você tem que retornar para Jerusalém, pois Jerusalém é o lugar que Deus escolheu. Você tem que reconstruir o templo, a casa de Deus, porque é lá que o nome de Deus será exaltado. Somente um remanescente incluindo homens, mulheres e crianças e seus servos, não mais que cinqüenta mil pessoas, estavam dispostos a retornar. Eles estavam dispostos a serem desenraizados, a enfrentarem o perigo da viagem e retornar a Jerusalém, um lugar em ruínas, para reedificar a casa de Deus porque seus corações foram movidos pelo Espírito de Deus.
Somente um remanescente vivia para Deus. Eles tinham que retornar e, de fato, retornaram. Graças a Deus por isso.

                                          O trabalho é interrompido

 

Quando você lê a Bíblia, você nota que durante o tempo do cativeiro. Deus nunca é chamado de "o Deus dos céus e da terra". Evidentemente, nosso Deus é o Deus dos céus e da terra, porque Ele criou os céus e a terra. Mas estranhamente, durante o período do cativeiro babilônico. Deus nunca é chamado como "Deus dos céus e da terra". Qual é a razão disso?
Isso ocorreu porque Deus não tinha testemunho na terra. Ele havia confiado seu nome ao seu povo, mas o povo estava no cativeiro. Ele colocou seu nome em Jerusalém, mas Jerusalém se encontrava em ruínas. Ele deveria encher o templo em Jerusalém com sua glória, mas o templo estava completamente destruído. Portanto, Deus não era reconhecido na terra. Mesmo que Ele ainda fosse o Deus da terra, Ele não era reconhecido como tal. Não havia testemunho sobre esta terra.

 

Portanto, logo que o remanescente retornou à terra da Judéia, sua primeira preocupação foi a reconstrução do templo. Eles lançaram os alicerces e se prepararam para construir a casa de Deus para que o nome de Deus estivesse sobre a terra e para que o testemunho de Deus pudesse ser restabelecido sobre ela. Isso era algo tremendo. Contudo, o inimigo de Deus estava muito ativo e incitou os adversários que viviam ao redor de Jerusalém. Por diversas maneiras, eles tentaram fazê-los desistir, impedir seu trabalho e interromper a construção da casa de Deus. Finalmente, eles alcançaram seu objetivo através de falsas acusações. As mãos do remanescente foram enfraquecidas. Desta forma, depois de terem lançado os alicerces, eles não foram capazes de edificar a casa de Deus, e o trabalho foi interrompido por alguns anos.

                              Os profetas fortalecem as mãos do remanescente

 

Foi somente no segundo ano do rei Dario, da Pérsia, que Deus levantou dois profetas no meio de seu povo, sendo que um deles era um velho, e o outro um moço. Ageu era um homem idoso. Ele pode ter sido um daqueles que viu o templo construído por Salomão, em Jerusalém, antes de ser destruído. Provavelmente, ele foi levado para o cativeiro quando era um adolescente ou então aos vinte anos de idade. Como agora era um homem idoso, ele não falava muito, e, por essa razão, a profecia de Ageu é muito breve, contendo apenas dois capítulos. Deus levantou um homem idoso dentre o remanescente: Ageu.

 

Junto com esse homem idoso. Deus levantou um jovem. Esse jovem provavelmente nasceu no cativeiro e nunca havia estado em Jerusalém antes. Ele nunca tinha visto o antigo templo, contudo Deus levantou esse jovem chamado Zacarias. Ele era um homem cheio de energia, e por causa disso, seu livro é composto de muitos capítulos. Mas graças a Deus, Ele pode usar tanto velhos como jovens. Algumas vezes podemos pensar que Deus só pode usar os jovens. Mas isso não é verdade. Deus pode usar os velhos e também pode usar os jovens do mesmo modo.
Portanto, Deus levantou estes dois profetas. Através de suas profecias, as mãos de Zorobabel, o governador, as mãos de Josué, o sumo sacerdote, e as mãos do remanescente foram fortalecidas. Isso não aconteceu pelo fato de haver algum decreto real dizendo que eles poderiam iniciar a obra. De fato, não havia tal decreto. Também não aconteceu, porque os inimigos diminuíram a intensidade da perseguição. Isso ocorreu porque Deus falou.

 

Deus falou através de seus profetas. Por causa da proclamação  profética  desses  dois  profetas, o remanescente levantou-se e começou a construir a casa de Deus. Esse empreendimento não era um trabalho fácil, pois seus inimigos ainda os cercavam. O inimigo continuou tentando desanimá-los, buscando de todas as formas paralisar, acusar e atacar o remanescente. Os tempos continuaram difíceis e, para piorar, novos problemas surgiram - não apenas problemas relacionados aos inimigos que estavam ao redor, mas problemas entre eles mesmos. O livro de Esdras nos mostra que havia muitos problemas mesmo dentre aqueles que faziam parte do remanescente. Mesmo assim, eles se reuniram e começaram a edificar.

                                              Uma pequena casa

 

Passou-se um mês e aqueles que estavam edificando a casa de Deus ficaram desanimados. Qual foi a causa desse desânimo? A medida que eles olhavam a obra de suas mãos, percebiam muito claramente que aquela casa nunca poderia ser comparada com o templo de Salomão, mesmo depois de terminada. O templo de Salomão fora construído com tanto ouro, prata, pedras colossais, madeira e outros materiais similares! Além disso, fora edificado por um grande número de pessoas, construído em tamanho gigantesco e terminado com glória e grandeza.

 

O remanescente era tão pequeno em número, e seus recursos eram muito limitados. Ainda que eles estivessem edificando a casa de Deus, em um mês de trabalho, eles puderam perceber que esta pequena casa jamais poderia ser comparada com o templo construído por Salomão. Aos seus olhos, ela era como nada. Se era como nada, então por que edificá-la? Eles ficaram desanimados. A palavra de Deus teve que vir a eles através do profeta Ageu: "Considerai enquanto vedes a obra de vossas mãos. O que vedes? Isso é como nada aos vossos olhos." Mas Deus diz: "Sê forte, sê forte, Zorobabel, sê forte, Josué, sê forte, remanescente e trabalhem, porque eu estou com vocês. Eu não mudei. Eu tirei vocês da terra do Egito (o profeta aqui retrocede ao tempo em que Deus tirou os filhos de Israel do Egito) e a minha aliança ainda está com vocês. Eu não mudei nem um pouco. Portanto, continuem, edifiquem e terminem a casa".
Então a palavra do Senhor veio através de Zacarias, o jovem: "Zorobabel lançou os fundamentos desta casa e ele a terminará. Não desprezem o dia das pequenas coisas, pois os olhos de Deus, os sete olhos, percorrem toda a terra e Ele olhou para o prumo nas mãos de Zorobabel". Então eles se regozijaram. Em outras palavras. Deus estava feliz com o trabalho deles. Se Deus está feliz, por que você também não está feliz? Portanto, continue, vá adiante e termine a obra. Graças a Deus, através do Seu próprio encorajamento, esta casa foi finalmente terminada.

 

Através dessa história, vejamos três princípios:

1) Não olhe para as aparências externas, mas certifique-se de que você está na vontade de Deus;

 

2) Não seja enganado pela grandeza externa, mas conheça e tenha discernimento quanto ao tempo de Deus;

 

3) Se algo é da vontade de Deus e está de acordo com o tempo de Deus, então não fique temeroso de não ter o poder de Deus, pois não é por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor (Zc 4:6).

                                     Deus tem somente uma casa

 

Não seja enganado por aparências externas, mas certifique-se de que você está fazendo a vontade de Deus. O remanescente havia ficado desanimado porque ao olhar para a obra de suas mãos, tudo era tão pequeno. Essa obra era como nada - nada em comparação com a glória e grandeza do templo de Salomão. Portanto, eles estavam decepcionados. Mas Deus disse: "Não fiquem desa-nimados. Não olhem para as aparências externas enquanto vocês souberem que estão na vontade de Deus."

 

Aos olhos humanos, nós podemos dizer que há um certo número de templos. Lembramos do tabernáculo erguido por Moisés no deserto, do templo construído por Salomão em Jerusalém e deste templo construído pelo remanescente em Jerusalém. Podemos identificar ao menos três casas. O tabernáculo erguido por Moisés era a casa de Deus, o templo construído por Salomão era a casa de Deus e igualmente o templo construído pelo remanescente era a casa de Deus. Na verdade, se você observar a profecia de Ezequiel, você irá encontrar ainda mais um templo. Portanto, quantas casas será que Deus tem?

 

Hoje em dia, as pessoas ricas podem ter várias casas. Se você for rico e almejar uma carreira política, você provavelmente terá uma casa em seu estado de origem e outra casa na capital do país, tal como os demais políticos (deputados, senadores, etc). Nos Estados Unidos, estas pessoas têm casas em seus estados e também na cidade de Washington. Se você fosse um americano muito rico, talvez você pudesse ter uma casa de inverno (num lugar mais quente nessa época, como a Flórida) e uma casa de verão (num lugar onde o calor é mais ameno, como o estado de Maine). Além disso, você teria a casa onde você vive normalmente. Você pode ter várias casas, mas Deus tem apenas uma casa. A Bíblia não nos diz que Deus tem várias casas. Deus tem apenas uma casa.

 

O tabernáculo erguido por Moisés era a casa de Deus porque após ter sido terminado, a glória de Deus o encheu. Deus passou a habitar naquele tabernáculo no deserto. O templo construído por Salomão era a casa de Deus porque após ter sido terminado, a glória de Deus o encheu. Deus passou a habitar nele. Também este templo reconstruído pelo remanescente era a casa de Deus, mesmo que não o vejamos sendo enchido pela glória de Deus. Quando Cristo estava na terra, Ele reconheceu este templo, dizendo: "Vós transformais a casa de Deus em covil de salteadores".

 

Embora externamente tenhamos o tabernáculo, o templo construído por Salomão e o templo reconstruído pelo remanescente, Deus disse: "Eu tenho apenas uma casa. Olhem para essa casa. Vocês a vêem como se fosse nada. Mas a última glória desta casa será maior do que a primeira" (ver Ag 2:9, Darby). Note que Deus não diz: "A glória da última casa será maior que a da primeira casa". Nesse caso. Deus de fato teria duas casas. No entanto. Deus disse: "A última glória desta casa será maior do que a primeira glória da casa". Em outras palavras, trata-se da mesma casa, seja ela o tabernáculo no deserto, o templo construído por Salomão, o templo reconstruído pelo remanescente ou o edifício espiritual construído pelo Senhor Jesus. Ele disse:

 

"Sobre esta rocha eu edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela".

 

Isso também é verdade com relação à nova Jerusalém, tal como encontramos no livro de Apocalipse. Você descobre que todas essas são uma só casa, e que a última glória dessa casa será maior do que a primeira. Ainda que a glória do templo construído por Salomão fosse grande, ela não pode ser comparada com a última glória da casa. Evidentemente, nós sabemos que a última glória da casa refere-se ao tempo quando Deus fará abalar não somente a terra mas também os céus. Este será o tempo quando o "desejo das nações" virá (Ag 2:7; Darby). O desejo das nações não é outro senão o Messias, e isso ocorrerá quando o próprio Cristo vier.

                                A pequena casa e o propósito de Deus

 

O que vemos quando contemplamos a nova Jerusalém? Não é verdade que a última glória da casa é maior do que a primeira? Acaso se pode comparar a glória da casa construída por Salomão com a glória encontrada na nova Jerusalém? De fato, não há comparação. Não há comparação nem mesmo com a igreja gloriosa que Cristo está edificando hoje. Ele não constrói com pedras mortas, nem com materiais como ouro, prata e pedras preciosas, mas sim com pedras vivas. Ele vai apresentar a Si mesmo uma igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante. Pode haver comparação? Sem dúvida, a última glória da casa é maior do que a primeira glória.

 

Mesmo sendo pequena, esta pequena casa reconstruída pelo remanescente está de acordo com a vontade de Deus. Ela faz parte do processo através do qual a nova Jerusalém será terminada. Quando esta casa está de acordo com a vontade de Deus, participando do processo rumo ao cumprimento da vontade de Deus, então Ele a reconhece como sua. Deus diz: "Esta é minha casa". Se Deus reconhece essa casa como Sua, já não podemos mais considerá-la em termos de quão grande ou quão pequena ela é. Evidentemente, nosso Deus é um grande Deus. Não devemos limitar nosso Deus. Contudo, devemos lembrar que, com Deus, não se trata de quão pequena ou quão grande é a casa. Por maior que seja, a casa não pode ser maior do que Deus. Portanto, por maior que ela seja, ela ainda será muito pequena em relação a Deus.

 

O que realmente importa nunca deve ser a aparência externa. Não devemos nos importar com pequenez ou grandiosidade externas. Aquilo que realmente importa é: "Você está na vontade de Deus? Acaso o trabalho de suas mãos é parte do desenvolvimento da obra de Deus rumo à nova Jerusalém?" Se sua resposta for positiva, graças a Deus por isso.
Este princípio é algo que precisamos conhecer. Ele é aplicável a nós hoje em dia. Em termos humanos, o homem caído busca naturalmente por algo grande e espetacular. Para ele, qualquer coisa que for grande e espetacular é um sucesso. Nós achamos que se algo é grande, espetacular e considerado um sucesso, então isso é algo que Deus certamente abençoou. De fato, nós percebemos muito orgulho do nosso ego nessas coisas. Isso é algo natural.

 

Ao ler o Antigo Testamento, você descobre que Elias fez uma obra tremenda no monte Carmelo. Logo em seguida, sua vida foi ameaçada por Jezabel e ele fugiu, andando por 40 dias e 40 noites até chegar ao monte Sinai, onde escondeu-se numa caverna. Muito provavelmente, este lugar era chamado "a caverna", sendo o lugar onde Moisés escondeu-se quando Deus apareceu para ele. Elias estava lá e Deus apareceu para ele. Se você continuar lendo a história, vai encontrar primeiro um grande e forte vento que fendia os montes e despedaçava as rochas, mas Deus não estava nele. Houve então um terremoto, mas Deus não estava nele. Veio então o fogo, mas Deus não estava nele. Então veio uma voz tranqüila e suave, e Deus estava nela. Nós sempre estamos procurando por algo grande e espetacular. Pensamos que Deus tem que estar no vento ou na tempestade, ou então no terremoto ou no fogo. Mas Deus não estava lá. Deus estava na voz tranqüila e suave.

                                     Estamos na vontade de Deus?

 

Em I Coríntios 3, Paulo diz ser como um "prudente construtor". Se você deseja ser bem preciso, Paulo não está dizendo que ele era o arquiteto, mas sim um mestre de obras. O arquiteto é o próprio Deus, e Ele lança o fundamento. Paulo nos diz que não podemos lançar nenhum outro fundamento a não ser aquele que é Cristo Jesus. Cristo Jesus é o único fundamento, mas depois que o fundamento é lançado, tenha cuidado com aquilo que você edifica sobre ele. Algumas pessoas edificam sobre o fundamento usando ouro, prata e pedras preciosas, e outros edificam sobre ele com madeira, feno e palha. Você percebe a diferença?

 

Usando madeira, feno e palha, você pode construir uma grande casa. Isso é possível porque não vai custar muito dinheiro. Entretanto, se você quiser construir com ouro, prata e pedras preciosas, quão grande será a casa que você poderá construir? Ela custará muito caro. A madeira representa a natureza do homem. Um homem de pé é como uma árvore, e por isso a Bíblia sempre usa a madeira para representar a natureza do homem. O feno nos fala da glória do homem. Em I Pedro lemos que toda carne é como a erva, e a glória do homem é como a flor da erva. Seca-se a erva e cai a sua flor, mas a palavra de Deus permanece eternamente. A palha nos fala da obra do homem, porque os homens usavam palha na mistura para fazer tijolos.

 

Se alguma coisa é obra do homem, se é para a glória do homem ou se é o próprio homem que a está fazendo, então você pode fazer algo grande e espetacular. Contudo, espere até que o fogo apareça. Nesse momento, sua obra será provada. Você vai aprender que madeira, feno e palha são os materiais apropriados - como combustível para o fogo. Eles serão totalmente consumidos. Certamente você será salvo, pois o fundamento não pode ser queimado. O fundamento é Cristo. Mas você será salvo por um triz. Contudo, olhe para o ouro, a prata e as pedras preciosas. O ouro é a natureza de Deus; a prata é a redenção de Cristo e as pedras preciosas são a obra do Espírito Santo. Estes materiais são caros. No tribunal de Cristo, você vai notar que o fogo os faz incandescer e manifestar sua glória. O julgamento vai manifestar a glória do ouro, da prata e das pedras preciosas.

 

Você não acha que precisamos ter nosso conceito corrigido? Estamos sempre buscando algo grande e espetacular e consideramos que isso é sucesso, que é benção de Deus e que Deus tem que estar ali. No entanto, isso não é necessariamente verdade. Ao invés disso, penso que devemos estar preocupados com a seguinte pergunta: estamos na vontade de Deus? A obra na qual estamos envolvidos é parte do desenvolvimento da obra de Deus rumo à concretização de Seu propósito? Se for assim, então Deus reconhece essa obra como Sua e isso é tudo que importa.

 

Recebi uma carta de um irmão algum tempo atrás, na qual ele me dava duas notícias. Uma delas falava de algo que estava acontecendo na Coréia. Você provavelmente sabe a respeito disso. Há uma igreja lá que é a maior igreja do mundo, com um milhão de membros. Aquele irmão estava maravilhado com isso. Ele pensava que aquilo era algo fantástico. Deus tinha que estar abençoando aquela obra. Então ele passou para a segunda notícia, na qual contava sobre outro grupo no mesmo local cujo número de integrantes estava diminuindo, e isso o decepcionava muito. Segundo nossa natureza humana, nós sempre julgamos as coisas pela aparência externa.

Contudo, esperemos e vejamos como Deus vê.

 

Isso não quer dizer que Deus não possa estar presente em algo que seja grande. Não estou afirmando tal coisa. Entretanto, a verdade é que a satisfação divina não está relacionada a ser grande ou pequeno. Isso não importa. Não olhe para isso, não avalie através desse critério, mas veja como Deus vê, fazendo a seguinte pergunta: isso é a vontade de Deus? Será que você está alinhado com o trabalho de Deus rumo a seu propósito? Isso é o que importa. Este é o primeiro princípio e eu penso que precisamos aplicar este princípio vez após vez.

                             Nosso Senhor triunfou aos olhos do Pai

 

Olhe para o Senhor Jesus. Quando o Senhor nasceu, os magos, os reis do oriente viram a estrela. Eles vieram para adorar o Rei que havia nascido. Para que lugar se dirigiram? Eles foram à Jerusalém. Naturalmente, eles pensaram que o Rei só poderia ter nascido na capital, Jerusalém. Eles não sabiam que o Rei havia nascido em Belém.
Quando o Senhor Jesus estava na terra, Ele foi à Jerusalém muitas e muitas vezes, mas não ficava lá. Você sabe onde Ele ficava? No pequeno vilarejo de Betânia, na casa de Marta, Maria e Lázaro. Pense sobre isso: quando o Senhor Jesus estava pregando e grandes multidões o seguiam, o que Ele fazia? Ele se voltava para seus ouvintes e os desafiava, dizendo: "Se alguém quer ser meu discípulo, tem que amar-me mais do que pai, mãe, irmão, irmã, esposa, filhos e sua própria vida; de outro modo você não pode ser meu discípulo". Acaso isso não parece absurdo?

 

Tantas pessoas seguindo ao Senhor, e Ele as desafia com tais palavras. Não é de se admirar que as pessoas achassem muito duras as palavras que Ele dizia. Quem pode ouvir tais palavras? Até mesmo muitos dos seus discípulos o abandonaram. Isso porventura perturbou o Senhor Jesus? Ele voltou-se para os doze que havia escolhido e disse: "Vocês também querem ir? Sintam-se à vontade para fazê-lo". Graças a Deus, Pedro disse: "Senhor, tu tens as palavras da vida eterna. Nós sabemos que tu és o Cristo. Para onde iremos"? Mais tarde, na última ceia, durante a Páscoa, quando o Senhor reuniu os doze, um deles o traiu. Ao pé da cruz, somente João estava presente, acompanhado de algumas mulheres.

 

Se julgarmos pelas aparências externas, certamente nosso Senhor foi um fracasso. Contudo, será verdade que Ele foi um fracasso? Aos olhos de Deus, Ele foi um sucesso. Na cruz, Ele não apenas derramou o seu sangue para remissão de nossos pecados, mas Ele também tomou a velha criação com Ele e a crucificou. Ele pregou as ordenanças da lei e tudo o que nos acusava naquela cruz e nos libertou. Além disso, na cruz Ele desbaratou seus inimigos - Satanás e os poderes das trevas. Ele os derrotou e fez deles um espetáculo público. Sua obra foi um sucesso.

                                     O cristianismo é muito grande

 

Irmãos, olhemos para a história da igreja. Certa vez o Senhor apareceu para quinhentas pessoas. Pense nisso: o Senhor trabalhou por três anos e meio e após sua ressurreição, o maior número de pessoas reunidas ao qual
Ele aparece é de quinhentos. Não parece trágico? Naquela ocasião, Ele disse aos quinhentos que retornassem a Jerusalém e esperassem lá até receberem poder do alto. Após isso, o Senhor disse que eles poderiam ser suas testemunhas em Jerusalém, na Judéia, Samaria e até os confins da terra. Contudo, somente cento e vinte ouviram ao Senhor. Eles viram a ascensão do Senhor, contudo muitos não creram nele e não o obedeceram. Somente cento e vinte permaneceram naquele cenáculo por dez dias, orando em unanimidade. No dia de Pentecostes, o Espírito Santo veio e eles foram batizados em um Espírito num só corpo. Este foi o começo da igreja.

 

E verdade que foi de três mil o acréscimo naquele único dia. E também verdade que, num período de trinta anos, o evangelho foi pregado desde Jerusalém, pela Judéia e Samaria e até os confins da terra. Quando lemos o capítulo 28 de Atos, encontramos Paulo em Roma, numa casa que alugara, e sabemos que Roma era o fim do mundo conhecido na época. Entretanto, você sabe que mesmo antes do fim do primeiro século a decadência já tinha começado na igreja? Nesse momento, a heresia e a corrupção estavam penetrando nela. Temos as sete cartas escritas pelo apóstolo João, ou melhor, pelo Senhor ressurreto, através do apóstolo João, às sete igrejas da Ásia (Apocalipse 2 e 3). O que encontramos nessas cartas? Exceto por uma igreja (a igreja em Filadélfia), o testemunho de Jesus não estava sendo mantido.
Depois que o imperador Constantino aceitou o cristianismo, ocorreu uma mudança importante: o cristianismo inchou e tornou-se muito grande e poderoso.

 

Se lermos o capítulo 13 de Mateus, ali encontramos um grão de mostarda que representa a fé. Nossa fé é como uma semente de mostarda: como há vida nela, haverá crescimento. Quando ela cresce, torna-se um arbusto, uma planta humilde. Este é o projeto e propósito determinado por Deus para nós individualmente e para a igreja.
Entretanto, vemos na parábola que o grão de mostarda cresceu a ponto de tornar-se uma grande árvore: tornou-se algo anormal. Então as aves vieram e aninharam-se nessa árvore. A primeira e básica parábola de Mateus 13 nos ensina que as "aves" dizem respeito ao maligno. O propósito de

 

Deus deveria manter a igreja humilde como uma planta: viva, mas humilde. Todavia, você descobre que o homem surge em cena e opera de forma a inflar a igreja, tornando-a anormalmente grande. Nós queremos uma instituição grande e forte; contudo, ela se torna um ninho para os filhos do maligno. Todo tipo de corrupção entra nela. Em Mateus, esta parábola é seguida por outra que apresenta três medidas de farinha misturadas com fermento. O fermento sempre nos fala de conduta corrupta ou doutrina corrupta. A medida de farinha deveria ser uma oferta de manjares a Deus, mas agora está toda levedada. Ela satisfaz o gosto do homem, mas não pode mais ser oferecida a Deus. É isso que o cristianismo é hoje em dia: algo grande.

                                                                                 

                                           Deus está com o pequeno

 

Nesse mesmo capítulo de Mateus, nos é dito que o reino dos céus é como uma pérola, ou como um tesouro escondido. Quão grande pode ser uma pérola? Quão grande pode ser um tesouro? Ambos são pequenos e ocultos, mas é nisso que se encontra a realidade espiritual.
Se lermos a história da igreja, veremos que, entre os séculos IV e VI, a igreja começou a tornar-se maior do que aquilo que Deus planejara para ela. Nesse momento, o sistema Católico Romano estabeleceu-se com firmeza. Tal fato deu início à Idade das Trevas. Até o século XVI havia mais superstição do que fé. Nesse momento. Deus levantou reformadores para purificar sua igreja. Contudo, ocorreu um problema: logo depois do avivamento, o homem surgiu para organizar a igreja de novo e fazê-la grande. Por causa disso. Deus teve que iniciar outro avivamento.

 

Mesmo no tempo da Reforma, coisas desse tipo aconteceram. Recentemente, a história dos Anabatistas foi desvendada. No passado, quando você lia sobre a história da igreja, os Anabatistas eram classificados como hereges. Eles não eram perseguidos apenas pela igreja romana, mas também pela própria igreja protestante, pois criam no batismo por imersão. Então seus inimigos disseram: "Está bem, vocês querem ser batizados por imersão; nós vamos colocar uma pedra amarrada em seus pescoços e jogar vocês na água, para serem batizados". Desse modo, milhares foram afogados - homens, mulheres e crianças - pelas igrejas nacionais e protestantes.
Se você ler a história da igreja, você verá que Deus não está no grande. Ele está no pequeno.

 

Quem sustentou o testemunho de Jesus foi o remanescente, os vencedores, aqueles que não foram perseguidos pelo mundo, mas pelo mundo cristão. Não seja enganado por aparências externas e, ao mesmo tempo, assegure-se de estar andando na vontade de Deus. E somente isso que importa.

                                         Conhecendo o tempo e o modo

 

O segundo princípio é o dia das pequenas coisas. Se você ler o capítulo 3 de Eclesiastes, você verá que o sábio Salomão diz o seguinte: Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de se arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar (Ec 3:1-3). Em outras palavras, o tempo muda. Se você é sábio, você conhece o tempo. Em Eclesiastes 8:5 nos é dito: ...e o coração do sábio conhece o tempo e o modo.
Para cada propósito existe tanto um tempo como um modo. Um homem sábio é diferente de um homem tolo. O homem sábio conhece o tempo, e pelo fato de conhecer o tempo ele conhece o modo (ou seja, ele sabe como agir). Se você age fora do tempo ou se você tenta viver contra o tempo, você pode fazer muito esforço, mas nada vai funcionar, porque há um tempo para cada coisa, um tempo para cada propósito.

 

Quando lemos sobre a vida do Senhor Jesus, especialmente no evangelho de João, existe um ponto que provavelmente chama nossa atenção. O Senhor seguidamente afirma: "Ainda não é chegada a minha hora. Este não é o meu tempo. O vosso tempo está sempre presente, mas o meu tempo ainda não é chegado". Acaso isso não parece estranho? Para o Senhor Jesus existia uma hora, um tempo, e isso era muito importante para sua vida. Nosso Senhor nunca faria qualquer coisa fora de tempo, ou seja, fora do tempo de Deus. Ele não apenas fazia a vontade de Deus, mas Ele fazia a vontade de Deus no tempo de Deus. Enquanto o tempo não havia chegado, Ele não se moveria.

 

Um dia o Senhor encontrava-se em Nazaré, na Galiléia, nos dias que antecediam a Páscoa (Jo 7:1-10). Seus irmãos na carne não criam nele naquela época e, portanto, disseram: "Se você quer ficar famoso, por que fica aqui nesse vilarejo das montanhas? Vá para Jerusalém, onde estão as pessoas e então ficará famoso." Você sabe o que o Senhor disse? "O tempo de vocês está sempre presente. Vocês podem fazer qualquer coisa que desejam porque vocês não se importam. Vocês vivem suas próprias vidas, mas comigo é diferente. O meu tempo ainda não é chegado. Eu estou esperando pela ordem de Deus, pelo tempo de Deus". Estranhamente, depois que seus irmãos subiram para Jerusalém, Ele também subiu, contudo em secreto. Em função disso, algumas pessoas pensam que o Senhor estava enganando seus irmãos. Mas isso não aconteceu de forma nenhuma. Depois que seus irmãos já haviam partido, a hora chegou. Ninguém poderia fazer qualquer coisa ao Senhor enquanto a sua hora não tivesse chegado. Houve aqueles que tentaram matá-lo, mas não puderam fazê-lo. Entretanto, quando a hora chegou, nosso Senhor Jesus ofereceu a si mesmo como sacrifício. O tempo tornou-se o tempo de Deus.

 

Queridos irmãos, o tempo de Deus é este segundo princípio que precisamos entender. Precisamos compreender não apenas a vontade de Deus mas também o tempo de Deus. Na verdade, existem tempos diferentes. Há dias de grandes coisas e também há dias de pequenas coisas. Aquilo que você faz depende do dia em que você está vivendo. Se você tivesse vivido nos dias de Salomão, você teria experimentado um dia de grandes coisas. Se Salomão tivesse construído um templo pequeno isso teria sido uma desgraça, algo fora de propósito para aquela ocasião. Ele tinha que construir um grande templo pois aqueles eram dias de grandes coisas. Contudo, se o  remanescente tivesse planejado e construído algo grandioso, isso os teria colocado fora do tempo e da ordem de Deus. Para com o remanescente o dia era das pequenas coisas. Evidentemente, aquele remanescente foi encorajado no sentido de que ainda haveria um dia de coisas maiores. Quando o Senhor vier, Ele edificará a sua igreja de todas as nações, todas as tribos, todos os povos, todas as línguas. Ele edificará a sua igreja e será uma igreja gloriosa que será apresentada ao Senhor. Isto realmente é algo maior.

                                         A natureza do nosso dia

 

Qual é a natureza do nosso dia? Não é possível repassarmos tudo que aconteceu ao longo da história, mas eu gostaria de salientar uma coisa. Se o dia de hoje for separado para a obra de restauração de Deus, então este é o dia das pequenas coisas. Lembre-se de que o remanescente retornou para reconstruir a casa para o testemunho de Deus. Era a obra de restauração de Deus e você nota que Deus disse a eles que não desprezassem o dia das pequenas coisas. Em outras palavras, com a restauração vem o dia das pequenas coisas. Não tente fazer algo grandioso, pois, se você o fizer, você estará fora do tempo de Deus. Você estará edificando algo que Deus não está edificando.

 

Em nossos dias, nós não temos muitos daqueles que chamaríamos de gigantes espirituais. Nos surpreende que, ao lermos a história da igreja ao final do século XIX e no início do século XX, notamos que Deus levantou muitos assim chamados "gigantes espirituais": grandes mestres, grandes homens e mulheres de Deus. Contudo, em nossos dias, não encontramos muitos. Não é algo estranho? Será que isso não é uma indicação de que estamos no dia das pequenas coisas? Se de fato estamos vivendo no dia das pequenas coisas, será que nossa responsabilidade não é ser fiel em poucas coisas? Se você for fiel em poucas coisas, então o Senhor diz que lhe dará mais.

 

Os olhos do Senhor percorrem a terra (Zc 4:10). O que os olhos do Senhor estão procurando? O Senhor queria ver aquele prumo nas mãos de Zorobabel. Quando o Senhor o viu, então Ele se regozijou. Hoje em dia, os olhos do Senhor estão percorrendo a terra. Você sabe o que Ele está procurando? Ele busca por qualquer um que tenha o prumo em suas mãos. O prumo é uma ferramenta, um instrumento usado na construção de um edifício, de forma que ele seja edificado corretamente, de acordo com a vontade de Deus. O que importa não é quão grande ou quão pequena é a obra, mas sim se ela está na vontade de Deus e no tempo de Deus.

                                         Não fiquem desanimados

 

O terceiro e último princípio é muito simples. Se você está na vontade de Deus e também está no tempo de Deus, então não fique desanimado. "Sede fortes", diz o Senhor, "pois eu estou convosco" (Ag 2:4). "Não é por força nem por poder, mas pelo meu Espírito", diz o Senhor (Zc 4:6). A obra não é feita pelo homem, mas pelo Espírito de Deus. O que importa não é quão poderoso algo aparenta ser. O que importa realmente é responder à pergunta: "será que a presença do Senhor está aqui"? O Senhor diz: "Eu estou convosco". Isto é tudo que importa. "Quando dois ou três estão reunidos em meu nome, ali Eu estou no meio deles". Isso é o que importa. Se a presença do Senhor está ali, então seu poder está ali, e a obra será realizada. E graças a Deus, você nota que, mesmo em tempos difíceis, a obra de reconstrução da casa de Deus foi terminada.

 

Eu creio que a mesma coisa é verdadeira hoje em dia. Nós estamos vivendo nos tempos mais difíceis. O inimigo está tentando usar todos os artifícios para nos desviar, distrair, desanimar, acusar e atacar. Ele tenta impedir e paralisar a obra de Deus de edificar a sua própria casa. Certifique-se de que você não está enganado por aparências externas. Asseguremo-nos de que estamos na vontade de Deus, de que estamos no processo da obra de Deus. Mesmo que os resultados sejam pequenos, lembremo-nos que estamos vivendo no dia das pequenas coisas. Não busque um poder espetacular, mas busque a presença do Senhor, pois Ele é o nosso poder e a obra será realizada. Possa o Senhor nos ajudar. Oremos:

 

Amado Pai celestial, nós colocamos estas palavras aos teus pés. Se elas vêm de Ti e se Tu podes usá-las, então nós rogamos que o teu Espírito Santo possa imprimi-las em nossos corações e fazê-las vivas, reais e operantes. Pedimos que tua palavra não seja apenas algo externo a nós, mas possa ser vida e espírito para nós. Nós nos entregamos a Ti e à tua palavra, no nome de nosso Senhor Jesus. Amém.